O temor de uma nova guerra no Oriente Médio aumenta diante da crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. O então presidente Donald Trump ameaça uma ofensiva militar contra o regime iraniano caso um novo acordo sobre seu programa nuclear não seja alcançado. Veículos da imprensa americana reportam que as forças americanas estariam prontas para um possível ataque já neste sábado (21), embora a decisão final não tenha sido tomada.
Mobilização Militar Aprofunda Crise na Região
A região do Oriente Médio registra a maior concentração de aviões militares americanos desde 2003, ano da invasão do Iraque, conforme levantamento do 'Wall Street Journal'. A frota americana inclui o porta-aviões Abraham Lincoln, com capacidade para até 90 caças e acompanhado por três destróieres equipados com mísseis de longo alcance. No total, a Marinha dos EUA mantinha 13 navios na área. O maior porta-aviões do mundo, Gerald Ford, também foi avistado na entrada do Mar Mediterrâneo, após sua participação em operações no Caribe. Além disso, uma base aérea na Jordânia recebeu reforços de caças americanos no último mês.
Em resposta, o regime iraniano também mobiliza suas forças e intensifica a fortificação de instalações nucleares. Imagens de satélite indicam investimentos em obras defensivas, como na usina de Isfahan. Teerã ameaça bloquear o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota crucial por onde escoam cerca de 20 milhões de barris de petróleo diariamente, majoritariamente da Arábia Saudita. Nesta quinta-feira (19), Irã e Rússia realizaram exercícios militares no estreito, próximo à posição de um porta-aviões americano, movimento que impactou os preços globais do petróleo.
Impasse Diplomático e Desafios Internos do Irã
Apesar da escalada militar, negociadores americanos e iranianos se reuniram em Genebra esta semana para buscar um acordo nuclear. Contudo, as concessões apresentadas pelo Irã até o momento não foram consideradas satisfatórias pela Casa Branca. Israel, por meio de seu então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defendeu o desmantelamento da infraestrutura nuclear iraniana e a imposição de restrições ao programa de mísseis do regime como parte de qualquer acordo.
Internamente, o governo iraniano enfrenta uma população insatisfeita com a violência do regime, a profunda crise econômica e o massacre de manifestantes ocorrido em janeiro. Muitos funerais de vítimas se transformaram em protestos. Na terça-feira (17), uma manifestação em um cemitério na cidade de Abdanan, no centro do país, registrou gritos de 'morte ao líder supremo Ali Khamenei', aos quais as forças de segurança responderam com disparos.
Fonte: https://g1.globo.com













