A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou nesta sexta-feira (20) o sistema de classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, confirmando uma drástica redução nas vagas destinadas pela Liga Mundial de Surfe (WSL). A mudança visa priorizar os eventos próprios da ISA como principal porta de entrada para o megaevento.
Menos Vagas Diretas pela WSL
Nos Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite da modalidade classificou um total de 18 atletas, sendo oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles 2028, a WSL oferecerá apenas dez vagas no total, divididas igualmente entre cinco no masculino e cinco no feminino. Um limite rigoroso de um atleta por país será imposto via ranking da WSL, com a classificação finalizando em meados de junho de 2028.
Impacto para o Brasil
A nova regra altera o cenário para surfistas brasileiros. No ano passado, Yago Dora (campeão) e Ítalo Ferreira (quarto colocado) figuraram entre os cinco melhores do circuito masculino. Pelo formato anterior, que classificava os dez primeiros com limite de dois atletas por país, ambos teriam vaga olímpica. No novo sistema, devido ao limite de apenas um atleta por nação via WSL, somente Yago Dora estaria garantido por essa via.
ISA Amplia Vagas em Seus Eventos
Em contrapartida à redução da WSL, a ISA aumentou o número de vagas provenientes de seus próprios torneios. Os Jogos Mundiais de Surfe (ISA World Surfing Games) de 2028 destinarão dez lugares para a Olimpíada em cada gênero, também com limite de um atleta por nação. Além disso, os países de melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do evento receberão vagas adicionais.
Para os Jogos de Paris, os Mundiais do ano olímpico concederam sete vagas por gênero (seis individuais e uma ao país com melhor resultado). O Brasil se beneficiou desse sistema na ocasião, sendo a nação com mais representantes – seis atletas, três no masculino e três no feminino.
Outras Formas de Classificação
Além da WSL e dos Jogos Mundiais, surfistas podem buscar a classificação para Los Angeles 2028 por meio de torneios continentais. Para o Brasil, os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima (Peru), oferecerão uma vaga ao campeão. Há também as vagas universais, que incluem uma para o país-sede e outra para uma nação em desenvolvimento na modalidade.
Histórico Olímpico do Surfe Brasileiro
O Brasil se destaca no pódio olímpico do surfe, somando três medalhas, mais do que qualquer outro país. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira conquistou o ouro inédito. Nos Jogos de Paris 2024, Gabriel Medina obteve o bronze no masculino, enquanto Tatiana Weston-Webb garantiu a prata no feminino.













