O dólar comercial encerrou esta segunda-feira em R$ 5,169, marcando o menor patamar de fechamento desde maio de 2024, em cenário de cautela com a política tarifária dos Estados Unidos. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) também registrou queda, influenciada pelo mercado externo e pela realização de lucros.
Nesta segunda-feira (23), a moeda estadunidense fechou vendida a R$ 5,169, com recuo de 0,14% em relação ao fechamento anterior. Esta cotação representa o menor valor de encerramento desde 28 de maio de 2024, quando o dólar foi negociado a R$ 5,15. A divisa acumula queda de 1,51% em fevereiro e de 5,83% no acumulado de 2025.
A valorização do real frente ao dólar ocorreu em meio à cautela dos investidores em relação às políticas tarifárias do presidente Donald Trump. Apesar de ter iniciado o dia em alta, a cotação da moeda americana inverteu a trajetória no final da manhã, alinhando-se ao mercado internacional e à entrada de capitais em países emergentes, como o Brasil, após a abertura do mercado dos EUA.
Bolsa de Valores
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou em baixa de 0,88%, aos 188.853 pontos. A sessão foi marcada por volatilidade, com o índice oscilando de alta pela manhã para queda acentuada durante a tarde.
A retração da bolsa foi influenciada por um movimento de realização de lucros, especialmente em ações de bancos, após o recorde atingido na sexta-feira anterior. Paralelamente, a correção nas bolsas de Nova York nesta segunda-feira impactou os mercados acionários globais, incluindo o brasileiro.
Em contraste, as ações do setor petrolífero registraram alta. O desempenho positivo foi impulsionado pela valorização da cotação internacional do petróleo, em um contexto de tensões crescentes entre Estados Unidos e Irã.













