O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu neste sábado (28) após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. A ofensiva, que resultou em 201 mortos e 747 feridos, conforme a imprensa iraniana, provocou retaliação de Teerã e elevou o nível de alerta na região, com repercussões sentidas por civis, incluindo um brasileiro residente no Bahrein.
Morte do Líder Supremo Iraniano
A morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Trump, Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel, descrevendo-o como “uma das pessoas mais malignas da História”. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia indicado a morte do líder, afirmando que forças israelenses destruíram um complexo por ele utilizado.
Ataques e Retaliações
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque no início da manhã de sábado. Explosões foram registradas na capital Teerã e em outras cidades iranianas, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações do líder supremo em Teerã. O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. Relatos da imprensa estatal iraniana indicaram a morte de 85 pessoas em uma escola de meninas e 15 em um ginásio. Três fontes ouvidas pela agência Reuters reportaram a morte do ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, nos ataques israelenses.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, ativando sirenes de alerta. Além disso, atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido e os danos às bases foram “mínimos” após a retaliação iraniana.
Impacto Regional e Relato de Brasileiro
A escalada do conflito gerou impactos significativos na região. O Estreito de Ormuz, rota vital de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, onde há bases norte-americanas. O governo local do Bahrein confirmou que vários prédios residenciais foram atingidos.
O educador físico rioclarense Vitor Santos, residente no Bahrein, relatou à EPTV um “clima tenso”. Ele recebeu um alerta no celular para permanecer em local seguro e, durante a tarde, ouviu sirenes e uma explosão, acompanhando as notícias de dentro de sua casa. O brasileiro relatou que as informações indicavam que a população estava teoricamente segura, com ataques focados em bases americanas, mas a orientação era evitar a rua e aglomerações.
Fonte: https://g1.globo.com













