Dia Internacional da Mulher: Milhares Marcham em Copacabana por Fim da Violência e Mais Políticas

Dia Internacional da Mulher: Milhares Marcham em Copacabana por Fim da Violência e Mais Políticas

Milhares de mulheres ocuparam a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em uma marcha que protestou contra o feminicídio, a violência de gênero e reivindicou maior orçamento para políticas públicas de igualdade.

Reivindicações por Igualdade e Proteção

No carro de som, representantes de diversos coletivos feministas apresentaram um manifesto com pautas variadas. Entre as demandas, destacaram-se a criminalização de grupos que promovem ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. O fim da escala de trabalho 6×1 também foi pauta.

Luta Contra a Violência de Gênero em Foco

A principal tônica do protesto foi o fim da violência de gênero. Casos recentes, como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro, e um estupro coletivo ocorrido na mesma Copacabana, foram lembrados para ilustrar a urgência das demandas.

As participantes entoaram uma paródia da canção 'Eu quero é botar meu bloco na rua', adaptada para 'Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver!'. Um grupo de pernaltas liderou a marcha com a faixa 'Juntas somos gigantes', realizando uma performance simbólica ao deitar no chão, representando as vítimas, e depois se levantando em círculo, bradando 'Todas vivas!'.

Mobilização de Diversas Gerações e Gêneros

O ato reuniu mulheres de diferentes faixas etárias. Rachel Brabbins, por exemplo, marchou com a filha Amara, de sete anos, que carregava um cartaz com 'Lute como uma menina'. Rachel ressaltou a importância de sua filha aprender sobre seus direitos e voz desde cedo.

Silvia de Mendonça, militante feminista desde os anos 80, compareceu vestindo uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Ela destacou Marielle como um símbolo de resistência e união contra a violência que atinge outras mulheres.

Organizadores também conclamaram a participação masculina. Thiago da Fonseca Martins esteve presente com o filho Miguel, de 9 anos, defendendo que homens devem promover a igualdade e combater a cultura machista. Rita de Cássia Silva reforçou a necessidade de educação contínua, com apoio governamental, para mudar a cultura misógina desde a infância e quebrar ciclos geracionais de violência.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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