O Pacto Histórico, coligação progressista da Colômbia, elegeu 13 senadoras nas eleições legislativas de 8 de março, tornando-se o partido com a maior representação feminina no Senado colombiano. Dos 25 assentos conquistados pela legenda na Câmara Alta, mais da metade será ocupada por mulheres, um feito que estabelece o Pacto Histórico como a única força política com maioria feminina em sua bancada na Casa.
Liderança Feminina no Pacto Histórico
Dos 43,3% de mulheres eleitas para o Senado colombiano, a maioria pertence ao Pacto Histórico, destacando a expressiva participação feminina na força política de esquerda. Na Câmara dos Deputados, a coligação também elegeu pelo menos 15 mulheres entre as 183 cadeiras em disputa por todos os partidos.
As senadoras eleitas pelo Pacto Histórico são: Carolina Corcho, Carmen Patricia Caicedo Omar, Laura Cristina Ahumada García, Aida Yolanda Avella Esquivel, Yuly Esmeralda Hernández Silva, Sandra Claudia Chindoy, María Eugenia Londoño Ocampo, Kamelia Edith Zuluaga Navarro, Yaini Isabel Contreras, Isabel Cristina Zuleta, Deisy Johana Osorio Márquez, Deicy Alejandra Omaña Ortiz (conhecida como Amaranta Hank) e Mary Jurado Palomino.
Panorama da Representação Feminina no Senado
Apesar do aumento da representação em algumas legendas, as mulheres continuam sub-representadas no Senado colombiano. Para o período legislativo de 2026-2030, a projeção é que mulheres ocupem aproximadamente 30% das cadeiras, evidenciando a persistência da desigualdade de gênero na política nacional.
Entre as forças políticas tradicionais, a presença de mulheres foi menor. O Centro Democrático elegeu Claudia Margarita Zuleta Murgas, Julia Correa Nuttin, María Clara Posada Caicedo, María Angélica Guerra López e Zandra María Bernal Rico. Pelo Partido Liberal, foram eleitas María Eugenia Lopera, Alix Yirley Vargas Torrado e Laura Ester Fortich Sánchez. O Partido Conservador terá Nadia Blel, a senadora mais votada, e Diela Liliana Benavides Solarte. No Partido U, as cadeiras serão ocupadas por Norma Hurtado, María Irma Noreña Arboleda e Ana Paola García Soto.
Alguns partidos registraram baixa ou nenhuma participação feminina. A Alianza por Colombia elegeu apenas Andrea Padilla Villarraga. Já o Cambio Radical não contará com nenhuma mulher em sua bancada no Senado para a próxima legislatura.
Outros grupos também garantiram representação feminina. A aliança Agora Colômbia, que reúne o Movimento Independente de Renovação Absoluta (MIRA) e o Movimento Dignidade, elegeu Ana Paola Agudelo, Jennifer Pedraza e María Lucía Villalba. O Movimento Salvação Nacional elegeu Sara Jimena Castellanos Rodríguez.













