Trump intensifica retórica contra Cuba: ‘Posso fazer o que quiser’ com a ilha

Trump intensifica retórica contra Cuba: ‘Posso fazer o que quiser’ com a ilha

O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua retórica contra Cuba ao declarar que espera ter a "honra" de "tomar" o país e que pode fazer "o que quiser" com a ilha. As afirmações foram feitas no momento em que EUA e Cuba iniciam conversações para melhorar suas relações, enquanto a ilha enfrenta uma grave crise econômica.

Declarações e Contexto das Negociações

Durante um evento no Salão Oval, Trump disse a jornalistas: "Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Essa é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma". Ele acrescentou: "Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela. Vocês querem saber a verdade". As declarações surgiram enquanto Cuba atravessa uma crise sem precedentes, agravada por um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA.

Objetivos dos EUA e Posição Cubana

Após as falas de Trump, o jornal *New York Times* noticiou que a destituição do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, é um dos principais objetivos dos EUA nas negociações bilaterais. Citando quatro fontes familiarizadas com as conversas, o *Times* indicou que os norte-americanos sinalizaram a necessidade da saída de Díaz-Canel, deixando os próximos passos a cargo dos cubanos. Tradicionalmente, Cuba rejeita qualquer interferência em seus assuntos internos, considerando propostas desse tipo um obstáculo para acordos. Díaz-Canel havia expressado a expectativa de que as negociações ocorressem "sob princípios de igualdade e respeito pelos sistemas políticos de ambos os países, soberania e autodeterminação".

Crise Econômica e Sanções Americanas

Trump intensificou a pressão sobre Cuba ao interromper as remessas de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçar impor tarifas a qualquer país que comercializasse petróleo com Cuba. Como resultado, o governo cubano afirma não receber um carregamento de petróleo há três meses, o que levou a um severo racionamento de energia e interrupções prolongadas. Naquele momento, grande parte da economia foi paralisada. Recentemente, a rede elétrica cubana havia entrado em colapso, deixando 10 milhões de pessoas sem energia.

Contexto Histórico e Legal

Ao longo de décadas, diversos presidentes dos EUA se opuseram ao governo cubano. No entanto, Washington honrou a promessa de não invadir Cuba ou apoiar uma invasão, parte do acordo com a União Soviética para resolver a crise dos mísseis de 1962. A Casa Branca não detalhou a base legal para qualquer possível intervenção na ilha.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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