O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI) registrou dez incêndios em veículos no estado até 20 de março de 2026. Os casos acendem um alerta sobre a segurança de motoristas e passageiros, levando a corporação a emitir orientações sobre as principais causas e medidas preventivas.
Os dados do CBMEPI indicam uma média de mais de três ocorrências mensais neste ano, com cinco casos em janeiro, um em fevereiro e quatro até 20 de março. Em 2025, o primeiro trimestre contabilizou 20 incêndios em veículos, sendo oito em janeiro, nove em fevereiro e três em março.
Principais causas de incêndios em veículos
Segundo o Capitão Marcos Paulo, do CBMEPI, falhas elétricas são a causa mais significativa e recorrente dos incêndios veiculares, embora outros fatores também contribuam. Problemas mecânicos, especialmente o superaquecimento de componentes do veículo, também representam um risco considerável para a ignição.
Como prevenir incêndios em carros
A principal recomendação dos Bombeiros é a manutenção preventiva e corretiva do veículo. O Capitão Marcos Paulo enfatiza a importância de manter o sistema de arrefecimento em perfeito funcionamento para evitar o superaquecimento do motor. Adicionalmente, orienta-se evitar o transporte de materiais combustíveis ou inflamáveis no interior do veículo, o que pode agravar rapidamente um princípio de incêndio.
O que fazer em caso de emergência
Ao notar fumaça, cheiro de queimado ou falhas elétricas, a ação imediata é crucial. O Capitão Marcos Paulo aconselha desligar o veículo, retirar a chave da ignição e acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193. O uso do extintor de incêndio pode ser feito no início do fogo, se houver condições de segurança, para um combate inicial enquanto a equipe especializada não chega.
Casos recentes no Piauí em 2026
Entre os incidentes registrados neste ano, incluem-se: um carro seminovo que incendiou em frente a uma loja em Teresina, com suspeita de pane elétrica (janeiro); um veículo completamente destruído na PI-238, no Sul do estado, cerca de oito meses após a compra (fevereiro); e dois casos em Teresina no mês de março, um logo após o motorista dar partida e outro que consumiu um automóvel avaliado em R$ 155 mil.
Fonte: https://g1.globo.com













