O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou que a guerra no Oriente Médio está 'fora de controle', em um cenário de intensificação dos bombardeios que atingem Israel, Líbano, Irã e nações vizinhas. O alerta surge em meio a uma escalada de ataques, levantando preocupações sobre um conflito de maior escala com graves consequências humanitárias e econômicas.
Ataques Aéreos e Respostas Regionais
Nesta quarta-feira (25), Israel bombardeou alvos estratégicos no Irã, incluindo regiões nas cidades de Teerã, Isfahan e Shiraz. Militares israelenses afirmaram ter atingido dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais. Um projétil israelense também atingiu a área da usina nuclear de Bushehr. Autoridades iranianas reportaram que não houve danos estruturais, mas o Kremlin retirou 160 funcionários russos da operação da usina, e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou para o risco de um desastre nuclear.
No sul do Líbano, ataques israelenses destruíram pontes sobre o Rio Litani e casas, levando à evacuação de moradores. O Hezbollah, por sua vez, aumentou seus ataques e interceptou dez foguetes lançados contra a cidade de Haifa pelo sistema antimísseis de Israel. Horas depois, o comando israelense afirmou ter destruído as bases do Hezbollah responsáveis pelos lançamentos. Vídeos divulgados pelo Exército israelense mostram ataques a postos de gasolina controlados pelo grupo.
O Irã também disparou mísseis e drones contra Israel. Em Tel Aviv, equipes trabalham na remoção de escombros após um ataque iraniano atingir prédios residenciais. Durante a madrugada, mísseis foram avistados cruzando o céu, levando moradores a procurar abrigos. Em resposta, o governo de Israel autorizou a convocação de mais 400 mil reservistas.
Bases americanas em países da região também foram alvos de ataques iranianos. Nos Emirados Árabes Unidos, nove drones foram interceptados. No Kuwait, drones atingiram um tanque de combustível no aeroporto internacional, causando um incêndio, sem registro de vítimas.
Mobilização Internacional e Preocupações
Países do Golfo manifestaram à ONU que enfrentam uma ameaça direta, classificada como 'existencial', após os ataques iranianos a infraestruturas de energia. António Guterres reforçou que o mundo pode estar 'à beira de um conflito de maior escala'. O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou ao Irã o fim dos ataques e defendeu negociações. França e Reino Unido estão articulando uma aliança de 30 países com o objetivo de defender a navegação no estratégico Estreito de Ormuz.
Fonte: https://g1.globo.com













