OMS Prioriza Tratamentos e Vacinas Experimentais Contra Ebola da Cepa Bundibugyo

OMS Prioriza Tratamentos e Vacinas Experimentais Contra Ebola da Cepa Bundibugyo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (28) a priorização de três tratamentos e diversas vacinas experimentais para a cepa Bundibugyo do vírus Ebola. O objetivo é submeter essas opções a ensaios clínicos para coletar dados sobre sua eficácia e segurança, em meio a surtos contínuos na República Democrática do Congo e em Uganda.

Tratamentos Experimentais em Destaque

Entre os tratamentos experimentais que receberam prioridade, destacam-se o <b>MBP134</b> da Mapp Biopharmaceutical, o <b>maftivimab</b> da Regeneron e o antiviral <b>remdesivir</b> da Gilead Sciences. A Regeneron já disponibilizou o maftivimab na República Democrática do Congo (RDC) para uso, caso a OMS decida por tratamento imediato ou como componente de estudo.

Consultores da agência também recomendaram avaliar a terapia combinada utilizando um anticorpo monoclonal em conjunto com o remdesivir.

Prevenção Pós-Exposição

Para a prevenção, o antiviral oral experimental <b>obeldesivir</b>, também da Gilead, foi apontado como prioritário para uso pós-exposição em contatos de casos confirmados. A eficácia, contudo, dependerá de um robusto rastreamento de contatos.

Vacinas Candidatas

Diversas candidatas a vacina também foram identificadas para testes. A <b>rVSV Bundibugyo</b>, desenvolvida pela Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS, é considerada a mais promissora, com expectativa de estar pronta para ensaios em sete a nove meses. Outra candidata, a <b>ChAdOx1 Bundibugyo</b>, da Universidade de Oxford e do Serum Institute of India, pode estar disponível para testes em dois a três meses, mas ainda requer dados adicionais de estudos em animais.

A <b>Ervebo</b>, da MSD, única vacina licenciada contra o Ebola, também foi analisada. Contudo, a OMS desaconselhou seu uso fora de ambientes de pesquisa para a cepa Bundibugyo, devido a evidências limitadas e inconclusivas de proteção contra esse tipo específico do vírus.

Próximos Passos e Colaboração Internacional

A OMS está coordenando com autoridades do Congo e de Uganda, além de parceiros como o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), para planejar e implementar os ensaios clínicos sob rigorosos padrões éticos. Atualmente, não existem vacinas ou terapias aprovadas especificamente para a doença causada pela cepa Bundibugyo.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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