O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro de Jair Bolsonaro e líder da oposição no Senado, foi o escolhido para coordenar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026. Em sua nova função, Marinho avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou a ausência de palanques em alguns estados, especialmente no Nordeste, durante a campanha de 2022.
Mudança de Rota e Estratégia Nacional
Marinho havia manifestado anteriormente a intenção de disputar o governo do Rio Grande do Norte pelo PL. No entanto, aceitou mudar seus planos para ajudar a articular a candidatura presidencial de Flávio, atendendo a um pedido do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido em Brasília e indicou o filho como seu candidato. Segundo o senador, a escolha de seu nome para a pré-campanha sinaliza uma atenção à região Nordeste, mas ele ressalta que sua atuação não será restrita, abrangendo caráter nacional. "Cada região está sendo tratada com as características que elas têm. O fato de eu ser do Nordeste mostra uma sensibilidade maior à região, mas não significa que a atuação vai ser direcionada. Vai ser em caráter nacional", afirmou Marinho.
Desempenho de Flávio Bolsonaro em Pesquisas no Nordeste
Em recentes pesquisas de intenção de voto na região Nordeste, Flávio Bolsonaro aparece com índices que variam entre 12% e 18% em simulações de primeiro turno para a Presidência da República. No mesmo cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra entre 60% e 65% das intenções de voto. O desempenho de Flávio oscila dependendo dos candidatos testados em cada cenário.
Seu melhor resultado na região foi de 18% em um cenário que inclui Lula (62%), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). O pior índice registrado foi de 12% contra 65% de Lula. Em simulações que contam com a participação de Lula e outros principais nomes cotados da direita – Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo) –, Flávio Bolsonaro atinge 13% das intenções de voto.
Fonte: https://g1.globo.com













