O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a criticar a manutenção da taxa de juros real em patamares elevados, apontando seus impactos negativos na percepção econômica da população. Em entrevista, o ministro evitou culpar diretamente os membros do Banco Central, preferindo abordar a questão como um "problema estrutural" do país.
Em conversa com o portal Opera Mundi, Haddad foi questionado sobre a insatisfação da população com a economia, mesmo diante de indicadores positivos. Ele argumentou que o aumento da taxa de juros real por quase dois anos torna "literalmente impossível" que a situação não afete o bem-estar social, especialmente considerando o nível de endividamento das famílias brasileiras.
Autonomia do BC e a questão estrutural
Ao ser indagado sobre o fato de todos os atuais diretores do Banco Central terem sido indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad reforçou que a questão transcende indivíduos. "Existe essa coisa de mandato que não existia, de autonomia que não existia, mas assim, existe uma coisa estrutural no Brasil. Então, eu não quero fulanizar esse debate porque eu acho que não vai contribuir", declarou o ministro.
Haddad também destacou que o país registra a menor inflação acumulada em quatro anos. Ele sugeriu que há setores que defendem taxas de juros mais altas, com a premissa de que "temos que sempre estar comprando credibilidade", sem detalhar quais seriam esses setores.
Fonte: https://www.infomoney.com.br













