EUA Impõem Novas Sanções Econômicas a Empresas Estatais Cubanas

EUA Impõem Novas Sanções Econômicas a Empresas Estatais Cubanas

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram novas sanções econômicas contra Cuba, mirando a corporação estatal Gaesa, administrada pelas Forças Armadas cubanas, e a joint venture Moa Nickel, formada com uma empresa canadense. A medida intensifica a pressão econômica sobre a ilha caribenha.

A decisão da Casa Branca atinge diretamente o Grupo de Administración Empresarial S.A (Gaesa), um conglomerado de empresas estatais cubanas que opera em diversos setores, incluindo construção civil, produção de alimentos e hotelaria. A presidente da Gaesa, Ania Guillermina Lastres Morera, general de brigada e deputada da Assembleia Nacional desde 2018, também foi sancionada individualmente. A outra entidade afetada é a joint venture Moa Nickel (MNSA), uma parceria entre a Companhia Geral de Níquel de Cuba e a canadense Sherritt International. Em resposta às sanções, a Sherritt International comunicou a suspensão imediata de suas atividades em Cuba, rompendo o contrato com seus parceiros locais.

Impacto das Sanções

Especialistas avaliam que as novas sanções terão um impacto significativo na economia cubana. A historiadora cubana Caridad Massón Sena, professora visitante na Universidade Federal de Uberlândia (UFB), destacou que a indústria do níquel é uma das poucas que ainda funcionava e que a empresa canadense era crucial para a entrada de divisas estrangeiras no país. Segundo Massón, as sanções podem afastar outros empresários com negócios em Cuba, levando-os a retirar investimentos.

Massón também questiona as acusações dos EUA de "corrupção" contra a Gaesa. Embora reconheça que casos de corrupção possam ocorrer em qualquer companhia, ela afirma que não foram apresentadas provas para sustentar tais alegações no contexto cubano.

Justificativa dos EUA e Resposta Cubana

Em comunicado oficial, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as medidas visam "proteger a segurança nacional dos Estados Unidos" e responsabilizar o "regime comunista de Cuba" por ameaças. Ele ressaltou que as sanções fazem parte de uma campanha do governo para enfrentar tais riscos.

Em resposta, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou a decisão como uma "agressão unilateral" contra seu povo. Díaz-Canel afirmou que o mundo já conhece a "crueldade das ações do governo dos EUA", reiterando que Cuba deseja viver em paz, livre de interferências externas.

Contexto da Crise Econômica

As novas sanções se somam a um cenário de crescente pressão econômica sobre Cuba. Desde janeiro, ameaças de tarifas contra países que vendem petróleo a Havana já haviam levado a ilha a enfrentar meses sem receber suprimentos de combustível. Além disso, um bloqueio naval contra a Venezuela, com efeito previsto a partir do final de 2025, visa impedir a venda de petróleo venezuelano a Cuba.

O bloqueio energético tem causado o aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Moradores de Havana, consultados pela Agência Brasil, descrevem o atual momento como o pior para o país. A professora Caridad Massón Sena também enfatiza a dificuldade da situação econômica, marcada por falta de eletricidade, combustível e medicamentos, criticando a intervenção dos EUA na política de outros países e sugerindo que o objetivo é "afogar os cidadãos cubanos pela fome e pela necessidade".

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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