Quatro migrantes morreram sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos (ICE) nos primeiros 10 dias de janeiro de 2026. As mortes se somam a um recorde de óbitos registrados em centros de detenção no ano anterior.
Os incidentes ocorreram entre 3 e 9 de janeiro e envolveram dois migrantes de Honduras, um de Cuba e um do Camboja, conforme informado pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).
Contexto das Mortes e Políticas Migratórias
As mortes recentes seguem um ano de 2025 que registrou pelo menos 30 óbitos sob custódia do ICE, o maior número em duas décadas. O governo do então presidente Donald Trump intensificou as deportações e aumentou significativamente o número de migrantes em detenção. Em 7 de janeiro de 2026, as estatísticas do ICE mostravam que a agência detinha 69 mil pessoas, com previsão de aumento após um financiamento massivo aprovado pelo Congresso.
Detalhes dos Óbitos
Geraldo Lunas Campos, cubano de 55 anos, faleceu em 3 de janeiro no Camp East Montana, um centro de detenção no Texas. O ICE declarou que ele havia se tornado perturbador, foi colocado em isolamento e depois encontrado em estado de sofrimento. Foi declarado morto por técnicos de emergência médica. O órgão informou que está investigando a morte de Lunas.
Os hondurenhos Luis Gustavo Nunez Caceres, de 42 anos, e Luis Beltran Yanez-Cruz, de 68 anos, morreram em 5 e 6 de janeiro, respectivamente, em hospitais na região de Houston e Indio, Califórnia. Ambos foram vitimados por problemas cardíacos, segundo o ICE.
Parady La, cambojano de 46 anos, morreu em 9 de janeiro no Centro de Detenção Federal na Filadélfia. O ICE atribuiu a causa a graves sintomas de abstinência de drogas. Este espaço começou a ser utilizado pela administração no ano anterior.
Reações e Falta de Resposta
Setareh Ghandehari, diretora de advocacia da Detention Watch Network, descreveu o alto número de mortes como 'verdadeiramente espantoso' e apelou para o fechamento dos centros de detenção. O Departamento de Segurança Interna dos EUA e o ICE não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre os casos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br













