O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 0,8% e 1% para o primeiro trimestre. A declaração foi feita em entrevista concedida na sexta-feira, 13 de outubro de 2023, ocasião em que Haddad também confirmou que deixaria o ministério na semana seguinte para se dedicar a uma candidatura eleitoral.
Projeções Econômicas
Haddad justificou o otimismo com o desempenho econômico, afirmando que a “economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre”. Ele atribuiu esse cenário aos “mecanismos de mudanças no crédito” e às ações para “manter a demanda efetiva”. Na mesma entrevista, o ministro optou por não fornecer uma estimativa de crescimento anual, alegando que tal previsão depende diretamente da taxa de juros.
Defesa da Política Fiscal
O titular da Fazenda expressou confiança no saneamento das contas públicas, declarando não estar preocupado com as metas fiscais. Para ele, o crescimento econômico será impulsionado pela condução atual e pelas reformas realizadas, destacando que “a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior”. Haddad também defendeu a necessidade do arcabouço fiscal, negando que o governo tenha adotado medidas excessivamente restritivas nas contas públicas. Ele relacionou essa percepção à complexidade da recomposição da base tributária no Congresso, mencionando a dificuldade em aprovar medidas para cortar privilégios ou recompor perdas tributárias.
Saída do Ministério e Planos Eleitorais
Fernando Haddad confirmou a intenção de deixar o Ministério da Fazenda na semana seguinte à entrevista, com o objetivo de se candidatar nas próximas eleições, sem especificar o cargo. Ele revelou que sua ideia inicial era contribuir para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reavaliou a decisão. “Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]”, afirmou. O ministro explicou que o cenário político se “complicou” nos meses que antecederam a decisão, com “o céu menos azul” do que ele imaginava no final do ano anterior. A entrevista foi concedida ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi.













