Dólar abre em alta na segunda-feira (30) sob tensão no Oriente Médio e valorização do petróleo

Dólar abre em alta na segunda-feira (30) sob tensão no Oriente Médio e valorização do petróleo

O dólar iniciou a semana em alta nesta segunda-feira (30), impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela consequente valorização do petróleo no mercado internacional. No cenário doméstico, a divulgação da taxa de desemprego também contribuiu para o ambiente de instabilidade nos mercados.

Conflito no Oriente Médio impulsiona petróleo

Investidores mantêm o pessimismo diante do avanço do conflito no Oriente Médio, que completou um mês no sábado (28) sem perspectiva de resolução. Israel confirmou a ampliação de ataques, atingindo um centro de produção de mísseis da Marinha iraniana e uma usina de urânio. Os Estados Unidos avaliam reforçar a presença militar na região com 10 mil soldados adicionais, conforme noticiado pelo jornal "The Wall Street Journal".

O preço do petróleo segue em alta significativa. Na sexta-feira anterior, o Brent, referência mundial, subia 5,05%, cotado a US$ 113,06. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,21%, a US$ 99,69. Analistas alertam para o impacto no fornecimento global: Sam Peters, gerente de portfólio da ClearBridge Investments, afirmou à agência Reuters que a persistência da situação pode levar os estoques globais a mínimas históricas, forçando a alta dos preços para reduzir a demanda.

Presidente Trump adia ultimato ao Irã

Em um movimento paralelo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (27) o adiamento por dez dias de possíveis ataques a instalações de energia no Irã. A decisão foi justificada por avanços nas negociações para tentar encerrar o conflito. Contudo, Teerã, capital iraniana, voltou a ser alvo de bombardeios de Israel.

Durante a reunião do G7, a Ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, acusou o Irã de “tomar a economia mundial como refém” ao restringir a passagem de petroleiros por um estreito estratégico. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presente no encontro, foi pressionado por representantes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão a detalhar a estratégia da Casa Branca para o conflito.

Na sexta-feira (27), os mercados financeiros globais operaram em queda, refletindo a preocupação dos investidores com o prolongamento do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos na produção e transporte de petróleo e gás natural no Golfo Pérsico. Nos EUA, as bolsas de Wall Street acumulavam a quinta semana seguida de perdas. As ações europeias registraram queda no dia, mas encerraram a semana com um ganho modesto. Na Ásia, o fechamento foi misto, com alta nas bolsas chinesas e de Hong Kong, e queda no Nikkei, do Japão.

Taxa de desemprego no Brasil supera projeções em fevereiro

No cenário doméstico, a taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, conforme dados divulgados pelo IBGE. O índice superou as projeções do mercado, que esperava 5,7%, e representou um aumento em relação aos 5,4% de janeiro e 5,2% de novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso. Apesar do aumento, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Fonte: https://g1.globo.com

divisão

Dólar abre em alta na segunda-feira (30) sob tensão no Oriente Médio e valorização do petróleo