Um homem foi preso em Aracruz, Espírito Santo, suspeito de torturar e causar a morte da própria filha, de 1 ano e 11 meses, neste domingo (5). A criança deu entrada em um pronto atendimento com marcas de agressão e não resistiu. A mãe relatou à polícia que o pai se irritava com o choro da menina e a agredia com frequência.
Detalhes da ocorrência
A menina, identificada como Eloara de Jesus Izidoro, de 1 ano e 11 meses, chegou ao Pronto Atendimento (PA) de Jacupemba, distrito de Aracruz, em estado grave e com poucos sinais vitais. Apesar das tentativas de reanimação da equipe médica, a criança morreu no local.
Profissionais de saúde que atenderam a criança identificaram lesões no pescoço, no rosto e na cabeça que não aparentavam ser recentes. Além disso, foram encontradas lesões na região genital, cuja origem não pôde ser determinada.
Versões do pai e da mãe
O pai, Admilson de Jesus Agapito, de 42 anos, foi preso em flagrante. Ele contou aos policiais que estava em casa quando foi surpreendido pelo sobrinho, que trazia a criança já desfalecida e pedia socorro. Admilson afirmou ter acionado familiares para providenciar o transporte da menina à unidade de saúde.
A mãe da criança, Giovana Nicanor Isidório, de 20 anos, foi detida e levada à delegacia. Ela relatou à polícia que o marido agredia a filha com frequência, irritado com o choro da menina. Giovana ainda disse que a criança estava sendo agredida desde sábado (4), após pedir comida ao pai, que teria ingerido bebida alcoólica. A mãe afirmou que tentava proteger a filha, mas também era vítima de agressões do companheiro.
Investigação e desdobramentos
Admilson de Jesus Agapito foi autuado em flagrante por tortura com resultado morte, crime praticado contra criança, e encaminhado ao sistema prisional. Giovana Nicanor Isidório, após ser ouvida na delegacia, foi liberada, mas será investigada por omissão.
O corpo de Eloara foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica em Linhares, onde passará por necropsia. A criança havia nascido na Bahia e morava com os pais em Aracruz há aproximadamente quatro meses. O velório e o enterro serão realizados no estado natal da família.
Fonte: https://g1.globo.com













