Vitória da Oposição na Hungria: Capital Economics projeta cenário positivo para a economia

Vitória da Oposição na Hungria: Capital Economics projeta cenário positivo para a economia

A vitória do partido de oposição Tisza na Hungria, com uma aparente supermaioria parlamentar, representa o melhor cenário para a perspectiva macroeconômica do país, segundo avaliação da consultoria britânica Capital Economics. Analistas projetam uma reação positiva dos mercados e a expectativa de melhoria institucional e das relações com a União Europeia.

O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, deve conquistar entre 137 e 138 dos 199 assentos no parlamento húngaro, superando o limite de 133 cadeiras necessário para uma supermaioria. Em contrapartida, o Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, que admitiu a derrota após 16 anos no poder, viu sua representação cair de 135 para 54 ou 55 assentos.

A Capital Economics indica que a clareza e a amplitude do resultado eleitoral serão bem recebidas pelos investidores, com potencial para uma valorização dos ativos locais. Espera-se uma transição de políticas, abandonando a estrutura intervencionista doméstica e a postura confrontacional na política externa de Orbán por um governo mais pró-mercado e alinhado aos princípios da União Europeia.

Impacto Econômico e Relação com a UE

A supermaioria do Tisza é vista como um fator decisivo para a macroeconomia húngara, pois abre caminho para reverter importantes mudanças constitucionais da era Orbán, acelerar reformas de governança e otimizar o acesso aos fundos congelados da União Europeia. Este cenário pode contribuir para a redução dos prêmios de risco soberano e impulsionar um crescimento mais robusto do Produto Interno Bruto (PIB) a médio prazo. Contudo, a consultoria ressalta que o alinhamento do Tisza com outros países da União Europeia no apoio à Ucrânia pode não ser tão forte quanto alguns esperam.

Perspectiva Fiscal

No âmbito fiscal, a Capital Economics não prevê um aperto agressivo no curto prazo, mas avalia que o resultado eleitoral fortalece a probabilidade de uma trajetória de consolidação crível a médio prazo. A estimativa é de que o déficit orçamentário possa diminuir para uma faixa de 3,5% a 4,0% do PIB nos próximos anos, em contraste com os cerca de 5,5% projetados para o ano corrente, especialmente com a liberação dos fundos da União Europeia.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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