Alckmin Cobra Apuração Rigorosa e Punição em Fraude do Banco Master

Alckmin Cobra Apuração Rigorosa e Punição em Fraude do Banco Master

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu uma apuração rigorosa e a punição de todos os envolvidos no escândalo do Banco Master. A declaração foi feita em entrevista ao programa 'Na Mesa com Datena', da TV Brasil, onde o caso de prejuízos bilionários, segundo o Banco Central (BC), foi discutido.

Alckmin ressaltou que a fraude não é recente e indicou possíveis envolvimentos dentro do próprio Banco Central, órgão responsável pela fiscalização do sistema financeiro. "Não é um desfalque ou fraude que começou ontem. Isso vem de trás. Agora, está ficando claro que havia pessoas no Banco Central com envolvimento. É preciso apuração e punição rigorosa", afirmou o vice-presidente.

O ministro assegurou a total liberdade investigativa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, reforçando a posição do presidente Lula de não limitar investigações. Alckmin também defendeu o fortalecimento das instituições de controle, visando aprimorar a transparência e aprimorar os mecanismos que poderiam ter detectado a fraude anteriormente.

Operação Compliance Zero e Prisão de Financista

Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro foi novamente preso pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele já havia sido alvo de um mandado de prisão no ano passado, obtendo liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão de Vorcaro foi fundamentada em mensagens encontradas em seu celular, apreendido na primeira fase da operação, onde ele supostamente ameaçava jornalistas e pessoas que contrariavam seus interesses. A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master que teriam causado um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destinado ao ressarcimento de investidores.

Desincompatibilização do MDIC

Durante a mesma entrevista, Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio em 2 de abril. A saída é uma exigência da legislação eleitoral para que possa disputar cargos públicos nas eleições de outubro, cumprindo o prazo limite de desincompatibilização de seis meses antes do pleito, que é 4 de abril.

O vice-presidente esclareceu que não precisa se afastar da Vice-Presidência da República, continuando a exercer essa função. A informação de sua saída do ministério já havia sido antecipada a jornalistas na semana anterior, durante coletiva de imprensa no MDIC.

Cenário Econômico e Eleitoral

Alckmin também analisou os efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio, prevendo que o Brasil será menos atingido por depender mais do comércio com China, União Europeia, Argentina e Estados Unidos, regiões distantes do conflito. Ele reconheceu, contudo, o impacto no preço do petróleo e, consequentemente, na gasolina e diesel.

Sobre o cenário eleitoral, o vice-presidente observou a polarização global, mas se mostrou otimista com a percepção da sociedade sobre o momento econômico do país, citando a menor taxa de desemprego e a inflação controlada em 4,2%, além do ganho real do salário mínimo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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